Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, uma comitiva de alto nível vinda de Portugal visitará Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo em outubro com um objetivo estratégico: aproximar o empresariado brasileiro do Oeiras Valley. Organizada pelo escritório de advocacia Pinto Machado, a missão pretende apresentar Portugal como a principal porta de entrada para o mercado europeu e para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Nesse contexto, a iniciativa é apontada como o “carro-chefe” dessa aproximação, ao evidenciar como a engenharia de ponta brasileira pode liderar projetos de infraestrutura e energia no continente europeu.
O que é o Oeiras Valley e por que ele atrai gigantes globais?
Como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, localizado a apenas 20 minutos do Aeroporto de Lisboa, o município de Oeiras consolidou-se como o maior polo tecnológico de Portugal. O projeto Oeiras Valley não é apenas um distrito empresarial, mas um ecossistema de inovação que concentra:
- Capacidade Tecnológica: Responde por 30% da capacidade tecnológica total de Portugal;
- Capital Humano: Possui a maior densidade de mestres e licenciados por metro quadrado no país;
- Potencial Exportador: Gera 25 bilhões de euros em exportações anuais (área não financeira);
- Segurança e Qualidade: Um dos locais mais seguros da Europa, com índices de desenvolvimento humano que favorecem a instalação de famílias de expatriados e executivos.
Liderroll como modelo de internacionalização para o mercado europeu
A Liderroll destaca-se como o principal exemplo de empresa brasileira com potencial de transformação no Oeiras Valley. Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta como a construção de redes de hidrogênio verde, abastecimento de água e gasodutos que visam garantir a segurança energética do continente. A expertise em pipelines e suportação de dutos da empresa brasileira é vista como um diferencial competitivo essencial frente aos novos investimentos que Portugal planeja atrair.

Quais setores brasileiros possuem maiores janelas de oportunidade?
A missão empresarial busca atrair não apenas grandes corporações de engenharia, mas também startups e empresas consolidadas nos seguintes ramos:
- Energia e Infraestrutura: Foco em hidrogênio verde, energia renovável e pipelines;
- Segurança Digital: Cibersegurança e tecnologias de defesa;
- Inovação Industrial: Robótica, TI e tecnologias aplicadas à indústria farmacêutica.
O advogado Adriano Pinto Machado, organizador da missão, destaca que a China já anunciou investimentos de 300 milhões de euros para instalar suas empresas no polo, e o Brasil deve aproveitar a proximidade cultural e idiomática para não perder essa “corrida” pela liderança tecnológica na Europa.
A diplomacia econômica e o suporte jurídico para a transição
A instalação em solo estrangeiro exige uma ponte sólida entre as legislações dos dois países. Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que o suporte jurídico especializado é fundamental para navegar nas normas da União Europeia. O escritório Pinto Machado atua como esse facilitador, ajudando empresas brasileiras a utilizarem Oeiras como um “viveiro de conhecimento” onde a tecnologia desenvolvida localmente é rapidamente escalada para exportação global.
Perspectiva para a engenharia brasileira em Portugal para 2026
Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, pontua que em 2026 o Oeiras Valley será o principal centro de operações da Liderroll na Europa. Portanto, a missão empresarial de outubro é o passo inicial para que outras companhias brasileiras repliquem esse sucesso, transformando a proximidade luso-brasileira em lucros e inovação tecnológica. A meta é consolidar o Brasil como um parceiro estratégico de primeira ordem na reconfiguração econômica e energética europeia.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

