Como comenta o empresário João Eustáquio de Almeida Júnior, a pecuária enfrenta um momento de transição marcado por cobranças ambientais mais rigorosas e por uma sociedade cada vez mais atenta à origem dos alimentos. Ao longo dos últimos anos, a pecuária passou a lidar com normas ambientais mais detalhadas, que envolvem desde o uso do solo até a gestão de resíduos e a redução de impactos sobre recursos naturais.
Diante disso, produtores rurais vêm adotando ajustes técnicos e estratégicos para atender às exigências legais e, ao mesmo tempo, garantir escala e rentabilidade. Gostaria e conhecê-las? Continue a leitura e entenda como essas mudanças vêm sendo aplicadas na prática.
A pecuária e as novas exigências ambientais
A pecuária moderna deixou de ser analisada apenas pelo volume de produção. Hoje, questões como preservação ambiental, uso racional da água e controle de emissões passaram a integrar a rotina das propriedades. Segundo João Eustáquio de Almeida Júnior, as normas ambientais exigem maior organização, registros mais precisos e acompanhamento constante das atividades desenvolvidas no campo.

Aliás, esse movimento não ocorre apenas por imposição legal. Pois, o mercado consumidor, os investidores e as cadeias de fornecimento também pressionam por práticas mais sustentáveis. Dessa forma, a adequação às regras ambientais se transforma em um fator estratégico para a continuidade da pecuária, especialmente em regiões onde a fiscalização é mais intensa e os critérios de conformidade são rigorosos, de acordo com João Eustáquio de Almeida Júnior, empresário com 30 anos de carreira no setor agropecuário.
Quais ajustes a pecuária precisa fazer para atender às normas ambientais?
Para atender às normas ambientais sem comprometer a produtividade, a pecuária tem investido em ajustes estruturais e operacionais. Essas mudanças exigem planejamento e, muitas vezes, revisão de práticas tradicionais que já não atendem às exigências atuais. Isto posto, entre os principais ajustes adotados no setor, destacam-se:
- Adequação do uso do solo: o respeito às áreas de preservação permanente e às reservas legais passou a ser prioridade, evitando sanções e embargos que afetam diretamente a produção.
- Gestão mais eficiente dos recursos hídricos: o controle do uso da água e a proteção de nascentes ajudam a garantir sustentabilidade e segurança hídrica no longo prazo.
- Manejo adequado de resíduos: a destinação correta de dejetos reduz impactos ambientais e pode gerar benefícios produtivos quando bem planejada.
- Controle e rastreabilidade da produção: registros mais detalhados facilitam a comprovação de boas práticas e atendem às exigências de mercados mais criteriosos.
Esses ajustes mostram que a pecuária não depende apenas de tecnologia, mas também de organização e mudança de mentalidade. Logo, ao adotar essas práticas, o produtor reduz riscos legais e melhora a imagem da atividade perante o mercado.
A pecuária sustentável compromete a produtividade?
Uma dúvida comum entre produtores é se a adoção de práticas ambientais mais rígidas reduz a produtividade. Na prática, ocorre o contrário em muitos casos. Conforme ressalta o empresário João Eustáquio de Almeida Júnior, a organização dos processos e o uso consciente dos recursos tendem a gerar ganhos operacionais ao longo do tempo.
Pois, ao investir em manejo adequado, planejamento do uso do solo e controle sanitário, a pecuária passa a operar de forma mais eficiente. Isso contribui para reduzir desperdícios, melhorar o desempenho do rebanho e aumentar a previsibilidade dos resultados. Assim sendo, a sustentabilidade deixa de ser um custo adicional e passa a ser parte da estratégia produtiva. Além disso, de acordo com João Eustáquio de Almeida Júnior, propriedades que seguem normas ambientais com rigor costumam ter maior facilidade de acesso a crédito, parcerias comerciais e novos mercados.
A responsabilidade ambiental como uma estratégia de longo prazo
Em última análise, a adaptação da pecuária às novas exigências ambientais não deve ser vista como um obstáculo, mas como parte de uma estratégia de longo prazo. Pois, ao alinhar produção, gestão e responsabilidade ambiental, o setor fortalece sua imagem e amplia suas possibilidades de crescimento. Esse processo exige compromisso, informação e visão estratégica. Contudo, quando bem conduzida, a pecuária consegue atender às normas, manter a produtividade e se posicionar de forma mais competitiva em um mercado cada vez mais atento às práticas sustentáveis.
Autor: Mohamed Sir

